Pintura de Salvador Dali, 1925
Todos os dias, quatro horas da tarde, ia até a janela, a moça Anabela. Uma moça linda e elegante, seus cabelos sempre deslumbrantes.
Sentava-se na rede e pensava na vida, oh meu Deus, que coisa divina! Principalmente no seu namorado, que ainda não havia chegado.
Um dia tinha saido, mas prometera voltar, mas não voltou nunca mais. Coitada da moça, que há tempos chorou. Sólitária ela era, não tinha ninguém, por opção própria, não queria alguém. Apenas seu amado, que antes de partir, um beijo foi lhe roubado.
E desde então, nunca mais esqueceu daquele momento, como contos de fadas e cabelos ao vento. Foi tão romântico que dava até para se emocionar. Pena que teve de ir. Coitada da moça, nunca mais chegou a sorrir.
As quatro horas lá estava ela, a moça Anabela. Mas hoje decidiu mudar, não iria mais chorar. Apenas sonhar, para em que seu sonho, ao seu lado poder estar.
A esperança de reencontra-lo já era tudo, o seu amor era o mais profundo. Ninguém podia amar alguém mais que a Anabela. Ela sempre será lembranda como a moça da janela.
- DE MINHA AUTORIA

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