quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Mensagem de Paz



       Tudo é tão belo.

    Todos falamos de  paz. Mas em nossos dias é difícil encontrarmos a verdadeira paz. O mundo está doente. Tudo por conta do ser humano.
"Só existem duas coisas infinitas: o Universo e a maldade humana." Já dizia um grande pensador. Mas não tem que ser sempre assim. Compreendemos a paz. Mas por que não a praticar? Eu desejo do fundo de meu coração que a paz seja alcançada. Na verdade é por esse motivo. Coração. O coração sempre foi visto como uma representação de amor. E nós temos ele. Dentro de nós.        Ele é constitui a vida. É tudo tão belo.
Temos o amor,  para que ir em busca do ódio? Temos esperança,  para que ir em busca de desilusões? Avistamos a luz, ficaremos ba escuridão? Sabemos o caminho da paz. Não é tão difícil,  basta querermos. Eu creio nisso. E escrevo na esperança de alguém mais a nisso. Para que um dia isso não seja apenas mais algumas palavras com promessas ilusórias. A paz, só depende de nós.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Resumo do livro " uma garrafa no mar de Gaza- de Valérie Zenatti"


 Após ler o livro, fiz um resumo dessa história emocionante e quero compartilhar com vocês.

Tal Levine, 17 anos, uma garota que vive em meio a um confronto entre israelenses e palestinos, cansada dessa vida e a procura de paz, entre os dois países.
Certa noite, Tal ouve um estrondo e seu apartamento treme, um ataque. Um homem-bomba se explode no café Hillel. A garota entra em desespero, corre para perto do pai e eles veem TV, está passando o desastre que foi muito maior do que a jovem estava imaginando, e desta vez o atentado foi perto de sua casa. O café que costumava ir quase todas as tardes com seu irmão Eytan, Tal fica inconformada, poderia ser ela que estava lá. A televisão anuncia, 6 mortos, entre eles uma garota de 20 anos que se casaria no dia seguinte, a poucas horas. Mostra seu esposo se lamentando e sua família chorando. A menina não aguenta!
Vai para a escola e não consegue parar de pensar no que sentiu e ouviu, principalmente na TV. Sem ter vontade de conversar com alguém, começa a escrever na aula de biologia. Sua melhor amiga percebe o desinteresse na aula e vai falar com ela. Tal fala que não há nada com ela. Quando de repente a estudante tem a brilhante ideia de escrever uma carta.
Chega em casa, coloca a carta dentro de uma garrafa e pede para o seu irmão que serve ao exercito, para jogar o objeto no Mar de Gaza, com esperança de que alguém pegaria e lesse. Na carta havia um e-mail, para que o leitor da carta pudesse entrar em contato com ela, tendo como objetivo começar a paz entre países inimigos.
Ao contrario do que ela achava quem pegou a garrafa foi um garoto de 19 anos, no inicio identificado como “Gazaman”.
No começo o garoto fazia piadinhas da garota e achava que ela era louca, porque seria impossível paz entre países inimigos a mais de décadas? Até que Tal consegue o que realmente lutou para ter, a amizade de Gazaman! A partir daí os dois tem uma amizade inseparável e que se falam as escondidas de todos. O casal de amigos se fala todo dia.
Revelações, e revelações acontecem. Clima de suspense e de dúvida também. Afinal, como termina o livro? O que acontece com Tal? E com Gazaman? Quem é Gazaman? Os dois conseguem a paz entre os dois povos? E a amizade deles? Acontece algo a mais? Leia o livro, e tenha um dos maiores vícios da sua vida, um livro, uma história. E assim saberá o grande final, e assim que terminar a sua leitura, assista ao filme. Eu mais que recomendo o livro, pois é uma leitura intrigante, saboreosa e histórica!

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Biografia de Valérie Zanatti ( autora do livro Uma garrafa no mar de Gaza)




      Valérie Zenatti nasceu em Nice, na França, no ano de 1970. Veio de uma família judaica. Aos treze anos seus pais decidiram emigrar para Israel. Ela passou por um choque cultural inicial, não sabia nem mesmo falar ou ler a língua hebraica. Em pouco tempo, porém, já pensava e agia como uma israelense.
       Serviu as Forças Armadas e, enquanto membro do Serviço de Inteligência, ela atuou como espiã junto aos jordanianos. Essa soma de vivências influenciou sua produção literária e cinematográfica. A autora é tradutora, roteirista e já lançou quinze livros. Uma Garrafa no Mar de Gaza lhe valeu diversas premiações, foi publicado em mais de 12 idiomas e conquistou uma adaptação ao cinema.

A Esperança - Crônica

                                                      Pintura de Salvador Dali, 1925
       Todos os dias, quatro horas da tarde, ia até a janela, a moça Anabela. Uma moça linda e elegante, seus cabelos sempre deslumbrantes.
       Sentava-se na  rede e pensava na vida, oh meu Deus, que coisa divina! Principalmente no seu namorado, que ainda não havia chegado.
      Um dia tinha saido, mas prometera voltar, mas não voltou nunca mais. Coitada da moça, que há tempos chorou. Sólitária ela era, não tinha ninguém, por opção própria, não queria alguém. Apenas seu amado, que antes de partir, um beijo foi lhe roubado.
      E desde então, nunca mais esqueceu daquele momento, como contos de fadas e cabelos ao vento. Foi tão romântico que dava até para se emocionar. Pena que teve de ir. Coitada da moça, nunca mais chegou a sorrir.
     As quatro horas lá estava ela, a moça Anabela. Mas hoje decidiu mudar, não iria mais chorar. Apenas sonhar, para em que  seu sonho, ao seu lado poder estar.
     A esperança de reencontra-lo já era tudo, o seu amor era o mais profundo. Ninguém podia amar alguém mais que a Anabela. Ela sempre será lembranda como a moça da janela.

     - DE MINHA AUTORIA

domingo, 20 de outubro de 2013

Biografia de Carlos Drummond de Andrade


Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira do Mato Dentro - MG, em 31 de outubro de 1902. De uma família de fazendeiros em decadência, estudou na cidade de Belo Horizonte e com os jesuítas no Colégio Anchieta de Nova Friburgo RJ, de onde foi expulso por "insubordinação mental". De novo em Belo Horizonte, começou a carreira de escritor como colaborador do Diário de Minas, que aglutinava os adeptos locais do incipiente movimento modernista mineiro.

Ante a insistência familiar para que obtivesse um diploma, formou-se em farmácia na cidade de Ouro Preto em 1925. Fundou com outros escritores A Revista, que, apesar da vida breve, foi importante veículo de afirmação do modernismo em Minas. Ingressou no serviço público e, em 1934, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi chefe de gabinete de Gustavo Capanema, ministro da Educação, até 1945. Passou depois a trabalhar no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e se aposentou em 1962. Desde 1954 colaborou como cronista no Correio da Manhã e, a partir do início de 1969, no
Jornal do Brasil.
O modernismo não chega a ser dominante nem mesmo nos primeiros livros de Drummond, Alguma poesia (1930) e Brejo das almas (1934), em que o poema-piada e a descontração sintática pareceriam revelar o contrário. A dominante é a individualidade do autor, poeta da ordem e da consolidação, ainda que sempre, e fecundamente, contraditórias. Torturado pelo passado, assombrado com o futuro, ele se detém num presente dilacerado por este e por aquele, testemunha lúcida de si mesmo e do transcurso dos homens, de um ponto de vista melancólico e cético. Mas, enquanto ironiza os costumes e a sociedade, asperamente satírico em seu amargor e desencanto, entrega-se com empenho e requinte construtivo à comunicação estética desse modo de ser e estar.

Vem daí o rigor, que beira a obsessão. O poeta trabalha sobretudo com o tempo, em sua cintilação cotidiana e subjetiva, no que destila do corrosivo. Em Sentimento do mundo (1940), em José (1942) e sobretudo em A rosa do povo (1945), Drummond lançou-se ao encontro da história contemporânea e da experiência coletiva, participando, solidarizando-se social e politicamente, descobrindo na luta a explicitação de sua mais íntima apreensão para com a vida como um todo. A surpreendente sucessão de obras-primas, nesses livros, indica a plena maturidade do poeta, mantida sempre.

Várias obras do poeta foram traduzidas para o espanhol, inglês, francês, italiano, alemão, sueco, tcheco e outras línguas. Drummond foi seguramente, por muitas décadas, o poeta mais influente da literatura brasileira em seu tempo, tendo também publicado diversos livros em prosa.

Poema " Véspera" de Carlos Drummond de Andrade

Véspera

 Amor: em teu regaço as formas sonham
o instante de existir: ainda é bem cedo
para acordar, sofrer. Nem se conhecem
os que se destruirão em teu bruxedo.

Nem tu sabes, amor, que te aproximas
a passo de veludo. És tão secreto,
reticente e ardiloso, que semelhas
uma casa fugindo ao arquitecto.

Que presságios circulam pelo éter,
que signos de paixão, que suspirália
hesita em consumar-se, como flúor,
se não a roça enfim tua sandália?

Não queres morder célere nem forte.
Evitas o clarão aberto em susto.
Examinas cada alma. É fogo inerte?
O sacrifício há de ser lento e augusto.

Então, amor, escolhes o disfarce.
Como brincas (e és sério) em cabriolas,
em risadas sem modo, pés descalços,
no círculo de luz que desenrolas!

Contempla este jardim: os namorados,
dois a dois, lábio a lábio, vão seguindo
de teu capricho o hermético astrolábio,
e perseguem o sol no dia findo.

E se deitam na relva; e se enlaçando
num desejo menor, ou na indecisa
procura de si mesmos, que se expande,
corpóreos, são mais leves do que brisa.

E na montanha-russa o grito unânime
é medo e gozo ingénuo, repartido
em casais que se fundem, mas sem flama,
que só mais tarde o peito é consumido.

Olha, amor, o que fazes desses jovens
(ou velhos) debruçados na água mansa,
relendo a sem-palavra das estórias
que nosso entendimento não alcança.

Na pressa dos comboios, entre silvos,
carregadores e campainhas, rouca
explosão de viagem, como é lírico
o batom a fugir de uma a outra boca.

Assim teus namorados se prospectam:
um é mina do outro; e não se esgota
esse ouro surpreendido nas cavernas
de que o instinto possui a esquiva rota.

Serão cegos, autómatos, escravos
de um deus sem caridade e sem presença?
Mas sorriem os olhos, e que claros
gestos de integração, na noite densa!

Não ensaies de mais as tuas vítimas,
ó amor, deixa em paz os namorados
Eles guardam em si, coral sem ritmo,
os infernos futuros e passados.

sábado, 19 de outubro de 2013

Israel versos Palestinos - O conflito

Israel x Palestinos


Conflito histórico entre israelenses e palestinos (a partir do século 19)

Por motivos históricos, religiosos, políticos e materiais, israelenses e palestinos disputam continuamente pela soberania da Palestina, região do Oriente Médio. O conflito, que se insere no contexto maior das disputas entre árabes e israelenses, remonta ao século 19, quando o movimento sionista e o nacionalismo árabe começaram a ganhar forma. Reivindicada por ambos os grupos, a Palestina é o cenário de muitas narrativas bíblicas, sendo apontada como o local onde teria florescido a antiga monarquia hebraica, posteriormente desmembrada nos reinos de Israel e Judá. É também o berço de muitas outras civilizações semíticas, muitas das quais coexistiram com os povoados hebreus ou os que precederam. Em 1897, em grande parte devido à intensificação do antissemitismo europeu, foi fundado o movimento sionista. Esse movimento pregava um retorno dos judeus à Palestina, além do estabelecimento de um estado nacional judeu na região. Organizações sionistas internacionais logo começaram a patrocinar a migração de judeus para a Palestina. A aquisição de terras por parte de imigrantes judeus foi vista com hostilidade por líderes árabes da região, que também passaram a lutar pela criação de um estado árabe. Entre 1920 e 1948, após a derrota do Império Otomano durante a Primeira Guerra Mundial, o território da Palestina esteve sob controle do Reino Unido, que já havia declarado sua intenção de favorecer a criação de um estado judaico na região por meio da “Declaração de Balfour” de 1917.
Em 1947, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou um plano de partilha da Palestina, criando um estado judeu e um estado palestino. O acordo não foi aceito por palestinos e lideranças árabes, que iniciaram uma campanha militar contra o recém-fundado estado de Israel. A guerra árabe-israelense de 1948 culminou com a derrota dos exércitos da Síria, do Jordão, do Iraque e do Egito e com a expansão das fronteiras israelenses para além do que fora estipulado pela ONU. Em 1967, na Guerra dos seis dias, judeus e árabes entraram novamente em confronto, tendo Israel conquistado o território do deserto do Sinai, a faixa de Gaza, a Cisjordânia, Jerusalém Oriental e as colinas de Golã. Quase todo o território palestino passou para as mãos de israelenses. Em 1982, os israelenses se retiraram da faixa de Gaza após assinar um acordo com o governo egípcio.
Entre 1987 e 1993, palestinos se sublevaram contra o estado de Israel em uma série de protestos violentos caracterizados pelo uso de armas simples, como pedras e paus, episódio que ficou conhecido como Intifada. Em 1993, em Oslo, Israel se comprometeu a devolver os territórios ocupados durante a guerra dos seis dias em troca de acordos de paz definitivos com as lideranças árabes, representadas pela Organização para Libertação da Palestina (OLP). Em 1998, foi assinado o acordo de Wye Plantation, por meio do qual os israelense entregaram aos palestinos várias áreas ocupadas.
Em julho de 2000, em Camp David (EUA), o líder palestino Yasser Arafat e o premiê israelense Ehud Bara se reuniram para fazer um acordo visando resolver questões mais delicadas, mas não obtiveram sucesso. No mesmo ano, teve início uma nova rebelião popular palestina contra Israel, a chamada “segunda intifada”. A partir de 2002, intensificaram-se os atentados terroristas e ataques suicidas organizados por grupos extremistas contra Israel. Como consequência, os israelenses invadiram áreas palestinas autônomas e cercaram a sede de Arafat em Muqata, onde o líder palestino permaneceu até sua morte, em 2004. Em 2005, Israel, por iniciativa do premiê Ariel Sharon, coordenou um amplo plano de retirada de assentamentos judaicos da região de Gaza.
Recentemente, a região assistiu a uma leva de atentados terroristas promovidos pela organização extremista palestina Hamas e à escalada da violência por parte das autoridades israelenses. O premiê Benjamin Netanyahu e o líder palestino Mahmoud Abas, ligado à Fatah, organização palestina moderada, continuam dialogando pela resolução de questões polêmicas.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Literatura em vídeo: conto "Amor- Clarice Lispector"


        Este vídeo foi utilizado para um trabalho na escola, cujo o nome do projeto é "Literatura em Vídeo", e foi organizado pela professora Ilvanita de língua portuguesa e pelo professor Emerson de informática.
       É importante que você veja este vídeo porque é uma representação do conto “Amor – Clarice Lispector” e este conto tem como objetivo mostrar que mesmo tendo uma vida maravilhosa, reclamamos e ficamos chatos com nós mesmo, e há pessoas que estão em estado bem piores do que o nosso e não reclama, pelo contrário, tem uma vida feliz. E no conto essa pessoa é representado por um cego.